No amor existem muitos sentimentos. A meu ver é uma bela composição de vários ao mesmo tempo. Sentimentos que determinam o tempo, o contato, o conhecimento, o momento, a ocasião, o acaso, a paixão, a entrega, a saudade, as desilusões e o equilíbrio. Também é resíduo do amor, os sentimentos de culpa e de sofreguidão. Conflitos internos, dificuldades mas não deixa de ser sentimento bom por isso. O amor igual a matéria, também luta contra si próprio em muitas coisas. É bondoso. Sua bondade absoluta faz com que entes que fazem parte da sua existência, inevitavelmente, sintam se a altura de sua soberania, basicamente se intitulam. Mas o pai dos sentimentos nunca perde a majestade e continua sempre com a sua velha humildade de gigante, lubrificando a vida e a passagem de um plano a outro até mesmo aos que não o merecem. Brota desse divino sentimento, desenhado e lapidado pelas mãos e as graças do divino todo-poderoso, o verdadeiro sentido das coisas e o mais preciso rumo no qual elas devem verdadeiramente seguir. Ora o silencio fala, ora o olhar se cala, ora o sorriso não vem. Isso também é força da sua remanescência. Enfim, enquanto esse sentimento primoroso, mesmo que seja em menor quantidade ou mesmo que não seja mais tão notado por alguns, existir, uma ponta de esperança sempre reinará em nossos corações e o mundo em que vivemos nunca será entregue de bandeja nas mãos de quem é contra ou destrói as criações divinas.
Eu
Somos duas pessoas. Uma procura a paz de entender a si própria. A outra parece ser bem decidida, resolvida. Que sabe muito bem o onde quer chegar. Conhece seus medos, porém, muitas vezes “finge não saber o caminho que vai trilhar” mas no fundo no fundo sabe e sabe bem onde tudo vai terminar. Por diversas vezes chega simplesmente a ignorar o arrependimento que sempre afeta meu outro eu que é de família, que é consequente e vive a sonhar em ser tudo aquilo que anota em seus pensamentos, guardanapos e folhas de papel. É daqueles que não suporta ver o mal de seus semelhantes por isso muito repudia tanto meu outro eu. Meu outro eu quando anoitece me engana, é calado é certeiro, atrevido e sobranceiro. Faz coisas que até o coisa ruim dúvida. Já no cair da noite, se transforma. Até meu próprio eu, intriga com meu outro eu. Acha que ele não será capaz de tamanha destreza, facilidade de no momento em que decide sua trégua incessantemente sem descanso, principalmente com mulheres, daquelas que são damas da noite e não do dia. Consegue de tal modo anular tal feito que descanso, é palavra que não existe em seu vocabulário. E mais uma vez, pela milésima vez, é surpreendido com suas façanhas e seduções. E não dispõe de muita humildade não. Enfim meu outro eu, consegue ser mais forte do que eu. Por se atrativo e viver o tempo todo em zona de conforto. Mas meu eu, também tem forças e faz com que meu outro eu entenda, as vezes que nem tudo é só folia, que nem todo dia é sábado e que temos sim, responsabilidades. Um é adulto, o outro, menino. O menino quando sobressai o adulto, muitas vezes passa uma imagem deturpada de conduta do meu eu que é adulto e com bastante dificuldade o salva sempre nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo ou até mesmo na prorrogação do jogo da vida. Um é consciente, o outro, inconsequente. Um é bagunceiro, o outro, organizado. Um é rueiro, noturno, de autoestima baixa que parece alta mas, não é. Um é pai, é filho, é caseiro e estudioso. O outro é meio pervertido. Um tanto depravado, desligado e desprendido enfim, não diferente de todos, um é diabo e o outro santo. Diabo, talvez por ser depressivo e carregar o medo de mais uma vez jogar para perder, embora tenha consciência de que perder também é ganhar e que ganhar também é perder. Por muitas vezes perde a chance de se manter calado. Por não saber ou temer o ato esperar. Mas meu eu que o salva, o salva porque sabe que ele também é filho de Deus. Vive longe desse mundo externo e busca entender a natureza a sua volta. A todo tempo, busca ser melhor pessoa e prontifica sua arte para um algo a mais a serviço da sociedade. Esse meu eu é de verdade. Não se apega em hipocrisias nem se apega em falsidades. É do samba, é dá cidade, é do terreiro, é da comunidade. mas ambos me atraem, ambos fazem parte da minha verdade, ambos trazem-me grandes alegrias, tristezas e felicidades. Deus nos abençoe, eu, “somos” uma pessoa normal.
Perspectiva
Com o coração nas mãos venho a lhe pedir que sim, que faça sim, por onde ser alguém que busca em si a verdade da vida, a esperança perdida e a lembrança de Deus. Há tanta coisa perdida no anseio da lida. O princípio dos homens, as lembranças doidas, os velhos calos nas mãos de uma gente tão sofrida num descaso, sem guarida e sem achar a solução. Se tudo de bem comigo e tudo de mal contigo, quem de nós está de fato bem? na verdade ninguém! Heróis uns dos outros é o que temos de ser. Do mal sobreviver, no bem tentar permanecer. Do amor, extrair a esperança de viver e ver. Ver não mais se perder a intenção de saber ou ao menos a noção de tentar entender, absolver e expandir. Ver não mais se perder a importância de aprender. Ver não mais se perder a perspectiva de ver a beleza que ha na vida de viver.
Perda
Uma lagrima no olhar, um raio de luar
Outra lagrima no olhar, um outro raio de luar. Um amanhecer sem sol e pra amenizar a tristeza, um raio de sol a brilhar. As nuvens se abrem, as nuvens se fecham e a chuva que caiu não diz se o céu chorou a emoção de recebê-lo ou se todos nos choramos ao mesmo tempo a sensação de não mais vê-lo
Texto dedico ao grande amigo Rapha Oliveira. Que Deus o tenha.
Depressão
Quantas pessoas escancaram um sorriso, mas no fundo estão chorando
Quantas delas demonstram alegria, mas no fundo estão tão tristes
Quantas vezes no meio de tantos se sentem sozinhas
Quantas vezes ao meio de tudo, não encontram nada
São pessoas sem estímulo e escravas da lamúria
São pessoas sem fascínio, são pessoas sem prazer
Que as vezes têm de tudo mas não acham graça em nada
Que as vezes não têm não tem nada e passam a ter menos ainda
Inquietas, escondidas, mal-amadas e mal resolvidas
Quantas dessas esvaíram, quantas dessas se salvaram?
Será que tinha gente lá, alguém ali para ajudar?
Será que acharam uma saída ou se afogaram em suas próprias frustrações?
Onde se cura uma alma doente? Onde se alegra uma alma sofrida?
Como trazer de volta um espírito? Como enxugar essas lágrimas doidas?
No entanto a alma cede. A mente cede, o corpo cede e tudo para
Aumenta a culpa, aumenta o medo, principalmente de amolar entes queridos com “essas bobagens”.
É ai que tudo se transforma num segredo
É ai que tudo se transforma num degredo
E é assim que tudo se transforma em depressão.