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O verdadeiro Artista

16 16UTC Dezembro 16UTC 2009

"Artista do Povo"

O verdadeiro artista é aquele que defende suas ideias através de sua arte porém, sempre no intento de ajudar com suas mensagens a combater todo e qualquer tipo de agressão que venha afetar seu povo. O Verdadeiro artista é aquele não carrega em seu perfil, qualquer tipo de preconceito, sua função é tomar a linha de frente de seu povo e o representar e apresentar ao mundo o que o mesmo tem de melhor. Os que não provem desses princípios não tem o direito de exercer esta função. Se repararmos bem veremos que quase não há na mídia espaço para esse tipo de artista. Embora o carnaval consiga repassar de maneira expressiva, as habilidades popular ainda infelizmente, acaba divulgando com maior ênfase apenas os carnavalescos das agremiações que sem dúvida alguma, incluem-se perfeitamente no clã dos verdadeiros artistas populares, “não vamos aqui, tirar o mérito deles” mas, pouco se sabe sobre o que acontece nos barracões, desenhar pode não ser fácil, mas meter a mão na massa e reproduzir na pratica o que o desenho pede… são outros quinhentos. Muita gente vê a Ala das Baianas e nem imagina que são elas quem muitas vezes prepara a comida em dias de festa nas comunidades, trabalho voluntário que muito ajuda nas arrecadações destinadas a melhorias exclusivamente da escola, depois ainda dão um show na avenida, constantemente incansáveis! Salve a Ala das Baianas! Não podemos deixar também de ressaltar que “figurinistas, desenhistas, artesãos, gente empenhada em construir a ilusão”, como diz o mestre Martinho, são pessoas de lá de dentro da comunidade que muitas vezes mal tem o que comer no ano todo, pós carnaval, ainda assim, não faz corpo mole e mata um leão por dia. O ideal é competir sim! Mas, sem esquecer que muito se trabalha pra isso e esse trabalho que machuca as mãos de uns, que tira suor e noites e noites de sono de outros, deveria ser de fato, reconhecido. Escrevo tudo isso tentando transmitir a seguinte mensagem: Antes de tomarmos qualquer iniciativa de procurar ver o que está errado, primeiro tentarmos ver o que está certo, simplesmente pra não desmerecermos aqueles que estão buscando fazer o melhor, cada um tem uma realidade e tem gente que tira leite de pedra para se fazer um bom trabalho. É função do artista incluir e divulgar em seu trabalho todos os preceitos positivos da população às margens da sociedade e isso deve se estender não somente a quem promove o carnaval como também a músicos, poetas, cantores e a formadores de opiniões que muita vez denigre a imagem de seu próprio povo, cuspindo na maioria das vezes no prato que comeu. Nós, do Quinteto em Branco e Preto, como verdadeiros artistas que somos, viemos em defesa da população brasileira que brilhantemente faz acontecer. Se não somos nós, brasileiros, os melhores engenheiros, empresários, diretores etc… Somos o melhor povo do mundo! Acorda Brasil.

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O jogador da década

12 12UTC Dezembro 12UTC 2009

"Sem frescura e sem luxo" Ronaldinho Gaúcho

Sem dúvida alguma, o Brasil é o país do Samba e do Futebol. O jogador de futebol é o sambista que não deu certo, não diferente, o sambista é o jogador que obviamente também não deu certo, mas ambos amam as duas coisas afinal, aquele que não gosta dessas duas paixões nacional ou “é ruim da cabeça ou doente do pé”. No sétimo ano, de Realização da partida de futebol intitulada, “Futebol X Fome” realizada pelos irmãos Alexandre e Fernando Pires, fomos por eles, convidados a participar. Uma bela iniciativa que ao longo dos anos vem contando com a participação de diversos artistas e jogadores famosos de futebol. Esta aconteceu no dia 26 de dezembro, na terra natal dos irmãos em Uberlândia, MG no Parque do Sabiá. Na época, os times convidados foram, os Amigos do Ranaldinho x os Amigos de Alexandre Pires. Na sequência após o término do jogo, seguimos em direção a uma pequena confraternização, destinada somente aos participantes do jogo. De repente, uma roda se formou no quintal. Dai o pessoal já foi chegando, o samba logo foi ganhando forma, depois de engatada a primeira, o samba não parou mais. Lá pras tantas da manhã Everson Pessoa diz: – Vou cantar um samba de nossa autoria, gravado em nosso primeiro CD, sem a menor surpresa de que ninguém conhecia, mesmo assim mandou! A galera continuou sambando, mas cantando junto só tinha uma pessoa e cantava, sorria e curtia nosso som. Mandamos outro e outro e outro xiii!!!! rapá… naum é que o malandro sabia tudo? rs,  cantava todas!!! Era nada mais nada menos que Ronaldinho Gaúcho, pra surpresa mais que agradável da rapaziada e ainda tive o prazer de atender um de seus pedidos, “Reveses” , música de minha autoria com o parceiro Edvaldo Galdino rsrsrs, simplesmente para confirmar que realmente conhecia nosso trabalho. Dali pra frente nossa amizade vem se consolidando a cada ano. Quinteto e Ronaldinho nas paradas!!!  Juntos, integramos o Bloco dos Canalhas! kkk. Eu como um bom filho do Samba, consegui através do mesmo conquistar muita gente e muitas coisas boas que contribuíram muito em minha formação como músico, compositor, ser humano e algumas outras mais. Com o samba aprendi a apreciar diferentes modalidades da vida e do dia dia. Desde de então, tento trazer para o meu cotidiano uma forma própria de superação, sempre baseando-me nas coisas que deram e dão certo no mundo e principalmente, naqueles que diante de tantos, ainda assim conseguem destaque. A exemplo de Ronaldinho, para mim, todos temos que tentar ser pelo menos uma vez na vida, o numero um em alguma coisa, que seja na música ou na medicina, que seja no futebol ou no que for, mas, que seja algo revolucionário, algo que faça diferença no comportamento e no modo de pensar das pessoas. Quero dizer: Algo que tenha realmente um poder transformador!  Se eu não fosse a união do samba e do futebol nesse dia, talvez não teríamos nos conhecido. Salve esse parceiro extraordinário, por diversas vezes, o numero um do mundo e hoje eleito o jogador da década. Um homem negro que dispensa comentários e é do samba igual agente. Taí o grande valor das coisas que se faz por amor. Grande craque da Bola e do Samba. Nosso irmãozinho!  Ranaldinho Gaúcho.

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Os Arqueólogos do Samba part 2

4 04UTC Dezembro 04UTC 2009

Foi numa terça a tarde do ano de 1995 que veio a decisão de irmos ao Rio. Eu acendi o assunto e Magnu Sousá não pensou duas vezes. Na época, trabalhávamos em joalheiras, depois começamos a compor a viajem, mas para isso seria preciso argumento convincente que não comprometesse nossas vagas nos empregos. A primeira ideia foi a de ficarmos doentes, mas daria muito na cara, os dois ao mesmo tempo, então cantou uma segunda ideia que era saírmos ao meio dia, chegarmos ao Rio as cinco, ficarmos no samba até o horário mais próximo de sair o último ônibus e irmos direto ao trabalho na quinta-feira, não deu outra! Foi o que fizemos. Acabou dando certo embora os patrões com as caras fechadas por não terem sido informados sobre o porquê da ausência, dos bonitos, não demos noticia alguma durante o dia todo. Chegamos a conclusão de que seria melhor falarmos depois e não antes. Chegando ao Rio de Janeiro, a primeira imagem que vimos foi a de uma linda igreja vista da Av. Brasil e sempre que lá vamos de ônibus, ao chegar e vê-la, lembramos logo de cara da nossa primeira ida, mais que corajosa à tão cobiçada cidade maravilhosa. Na mesma hora começamos a cantarolar um samba de Vagunho e Rachado gravado pela Madrinha Beth Carvalho que dizia: “Santa Penha padroeira no alto da pedreira” “Ilumina o subúrbio da Leopoldina” Daí a inspiração de começarmos a exaltar com mais frequência, a nossa cidade e o nosso bairro, em muitas de nossas composições, dai também a experiência que nos fez enxergar a importância do compositor relatar em sua obra, o seu dia dia. Enfim chegamos e ao descermos do ônibus, de novo, os arrepios e calafrios e muita ansiedade, era gente pra todo lado. O lugar era escuro, envelhecido e meio assustador, mas nada que sobressaísse a emoção de estar ali e ainda assim pensamos, que bom que chegamos e melhor, perto da hora de começar o samba, se começasse… Perguntamos para algumas pessoas onde ficava esse lugar que era a grande razão de irmos até lá… O tão sonhado Cacique de Ramos, até um senhor chegou a nos alertar com aquele sotaque malandro, que não havia samba mais naquele lugar certamente, um balde de água fria, mas só acreditávamos vendo. Pegamos o buso e logo fomos entrando pela porta de trás mas, na época era pela frente, diferente de São Paulo. Agente ria da gente mesmo rs! Sem contar que cada hora era uma surpresa, era gente sem camisa dentro do ônibus, um clima bem descontraído das pessoas, um povo totalmente à vera, como diz o Zeca. Descemos em Ramos, outra vez os calafrios e arrepios e consequentemente, estarrecidos, pois a quadra do Cacique estava realmente fechada, o senhor de chapéu e de sotaque que nos perdoe, mas não tivemos crença em suas palavras. De fora, só dava pra ver um índio gigante, certamente uma alegoria de carnaval que confirmava que ali era mesmo o lugar, achamos o lugar , mas não achamos o tesouro, então decidimos esperar em uma pastelaria em frente, foi quando Magnu ainda não convencido perguntou ao Japonês, dono de estabelecimento sobre o samba, dessa vez a resposta definitiva: – Amigo ai não tem samba faz muito tempo! – Jura? Indagou Magnu Sousá irresoluto, então ficava ali naquele dia uma tamanha lacuna no peito, parecia que não ia passar nunca mais. Pra não perder viajem, descemos a pé mesmo, de novo como sempre fizemos, rumo a Igreja da Penha que ficava ali bem perto, lugar este que Luiz Carlos da Vila muito divulgou com seu sobrenome artístico. Chegamos bem ao pé da Igreja que fica bem lá no alto da pedra e cantamos de novo o samba que nos fez conhecer-la e aproveitamos pra agradecer a Deus e Santa Penha, com uma pequena oração, a bênção que nos foi dada, talvez esta, a única razão de estarmos lá. Bom para sabermos que embora muito difícil essa jornada, foi insubstituível a emoção e o fato de encontrarmos em nós mesmos aquilo que tanto procuramos por ai a fora.


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Os Arqueólogos do Samba part 1

1 01UTC Dezembro 01UTC 2009

Andar a pé, passou a ser o nosso forte em busca de uma roda de samba que tivesse valor aqui na capital, mais precisamente na zona sul. Foram várias caminhadas por ai a fora, no intento de encontrar qualquer malandragem que fosse, para ao menos trocarmos algumas idéias de samba. Embora incansáveis, eu e Magnu Sousá, diversas vezes nos deparamos com a fadiga pela madrugada e por muitas outras vezes ficou estampado em nosso semblante, um pequeno sentimento de desistência. Calejados, por saber que a noite poderia ser perdida como quase sempre foi, nunca chegamos de fato, a dar um fim naquela busca árdua e sofrida, mas água mole em pedra dura… Recordo-me de poucas vezes que tivemos o objetivo alcançado com sucesso. A caminhada era grande, fosse de condução ou não. As rodas de samba consideravelmente boas de nosso conhecimento eram, a do Chapinha lá no Jd S. Luiz, cansamos de subir a pé; e a do G.R.E.S. Flor de Liz, realizada pela rapaziada que hoje integra o tão famoso Samba da Laje e Moleke Travesso, da V. Guarani e de sábado, depois do pagode do Chapinha, agente se juntava com a rapaziada do Grupo Candeia na época e íamos lá pra sede do Black no Ipiranga. Embora não ganhávamos dinheiro algum tocando nesses lugares, a satisfação de participar, cobria qualquer necessidade, tempo em que a inocência se fazia tão presente que mal conseguíamos pensar profissionalmente, estava fora de cogitação. Essa busca desesperada por uma roda de samba na cidade nos rendeu a alcunha de “Os Arqueólogos do Samba” a procura daquele som que agente ouvia nos discos da Beth, do Martinho, do Paulinho etc… a ilusão era grande, mas foi tão grande que no intento de realizar o grande sonho de nossas vidas, decidimos numa Terça-feira, viajar para o Rio de Janeiro e pisar na terra do Samba pela primeira vez, não deu outra… Seguimos rumo ao Rio como quem vai pra Las Vegas, sem dormir e super ansiosos, ao ver a placa estado do Rio de Janeiro, o coração foi na boca, era uma mistura de calafrio com arrepio, parecia que tínhamos encontrado um portal, maravilhados. Magno Sousá proferia as seguintes palavras: – Maurilio, Aqui nasceu Noel, Aqui Mora, Beth Carvalho!!! Estamos na terra do Samba! dessa vez, agente acha uma verdadeira roda de samba! … Pura ilusão… Aguarde para ver o próximo capitulo super interessante dessa nossa história. Continua…


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É Proibido Fumar

23 23UTC Novembro 23UTC 2009

No começo desse ano, tivemos o prazer e a honra de ser convidados por, nada mais nada menos que, Anna Muylaerte,  uma pessoa extraordinária e muitíssimo especial, a participar do elenco de seu filme, por ela, idealizado e dirigido, É Proibido Fumar. Certamente um acontecimento histórico em nossas vidas. Baby é uma professora de violão, romantica e solitária, que deseja encontrar uma grande paixão. Max é um músico de churrascaria, recém – separado, que se muda para o mesmo prédio e andar que Baby. Mais tarde, dão início a um grande romance movido por um sentimento mutuo entre os dois capaz de fazer Baby desistir de seu maior companheiro, o cigarro. Até que descobre que Max tem um outro relacionamento fora de casa. Isso causa em Baby uma abstinência da nicotina capaz de revirar o mundo, sendo que nem ela mesma sabe do que seu coração é capaz num momento assim tão decepcionante. Assim que lançar avisarei a todo meu pessoal. Elenco - Glória Pires como Baby, a protagonista, Paulo Miklos, como Max – seu par. Participações especiais de Marisa Orth, Paulo Cesar Peréio, Antonio Abujamra, André Abujamra, Lourenço Mutarelli, a cantora baiana Pitty. Magnú Sousá como Edmilson e eu, Maurilio de Oliveira como Dionisio. É mole o quer mais? kkk

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Reflexão dos 30 part 03

17 17UTC Outubro 17UTC 2009

Brasileiro de verdade!

Brasileiro de verdade!


É preciso que os teóricos tenham total discernimento, não só no que dizem, como também, do que dizem. Um crítico que tem ciência daquilo que diz, fortalece o movimento. Caso contrário, além de enfraquecer, muitas vezes ele interfere nos sonhos daqueles que buscam ser o que são; porque, quem quer ser, já o é na essência, mas o talento nunca foi tudo, em hipótese alguma, em nossas vidas. Além disso, no país em que nascemos e vivemos, tenho tido a sensação de que sobreviver desse talento ainda é a melhor saída para aqueles que, infelizmente, não possuem a menor condição de aprimorar com estudos seus pequenos conhecimentos. Sem contar que, para termos uma ideia, o índice da não escolaridade nas favelas e periferias é tão grande, que não nos cabe dizer o que é certo ou errado, principalmente quando o assunto é música. As habilidades autodidatas que o povo brasileiro possui, muitas vezes são massacradas por um sistema puramente aristocrático. É como o grande professor Darcy Ribeiro diz: “Falta uma teoria capaz de dar conta da nossa realidade, onde o saber erudito é muitas vezes espúrio e o não saber popular alcança”. Cansei de ver notas na internet maldizendo nossa música, nosso samba, nossa arte, nosso povo, nosso comportamento. Não acrescenta colocar uma visão pura e simplesmente pessoal, A meu ver, um crítico pode até ser frio com as palavras, mas sua informação tem que ter calor, fundamento, mensagem. Todos temos o direito de gostar ou não de algo na vida, e ainda dispor de outros direitos de descartar tudo aquilo que não nos interessa. Mas, antes de chegarmos a uma conclusão, a um veredicto teórico de tudo aquilo que vemos e ouvimos, é preciso analisar o processo como um todo, levando em consideração as condições, os obstáculos, as dificuldades e o principal: o porquê daquele resultado bem ou mal sucedido. Isso não tira de ninguém o dever de honrar seus compromissos com a qualidade, mas o gosto pessoal, na atual circunstância, não está podendo ficar acima da razão. Salve as crianças e salve o povo brasileiro!

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Reflexão dos 30 Vol.2

2 02UTC Outubro 02UTC 2009

"Sorria vc esta sendo filmado"

"Sorria vc esta sendo filmado"

Por qualquer que seja seu destino, o samba é um gênero que com seu magistral poder transformador e inovador, até hoje move e atrai multidões por toda e qualquer parte do mundo seja por raças, culturas, etnias, bairros, estados, países etc… Falo de algo assim quase absolutamente complexo. Eu poderia dizer que sua grandeza talvez nem cabe nas palavras e que suas definições acabam dizendo por si só. Toda manifestação cultural tem sua particularidade no ato de espalhar e divulgar seus costumes, no Samba não é diferente. Pena que hoje em dia, a necessidade é apenas comercializar e não repassar um a um como era feito oralmente por nossos ancestrais tanto que, a coisa foi degringolando até ficarmos bem longe de seus princípios criando formas e totalmente diferentes do comum em sua reprodução. Os discos, livros, documentários embora tenham grande influência em nossos conhecimentos, não alcançam ser suficientes num momento em que ser sambista é totalmente diferente de estar sambista ou ser amante, simpatizante e até historiador do Samba. O sambista não só o defende como também o vive e executa as causas e a vida do samba não por opção e sim, por amor. Não que os outros sejam diferentes, falo da situação num modo geral. Ninguém nasce revolucionário, torna-se! a ocasião o cria. Digo o mesmo para o samba. Suas portas sempre estiveram abertas a todos sem distinção de nada. Qualquer um pode ser do samba ou até mesmo ser sambista mas, para ser sambista é preciso lembrar que ninguém adquire simplesmente por vontade própria o amuleto dessa escolha. Cabe ao próprio samba escolher quem irá representa-lo. É o único que dispõe dessa autoridade. Enquanto sambista confesso que viver do samba não é coisa fácil. O maior pânico do artista é sempre tentar acha a melhor maneira de se expressar de forma que, o povo entenda a sua mensagem, sem o crucificar se acaso ele estiver supostamente enganado! Todos temos o direito errar ao tentar acertar.

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Reflexão dos 30

2 02UTC Outubro 02UTC 2009
"Doce Lembrança"

"Doce Lembrança"

A matemática da vida é algo que pouco prestamos atenção e isso faz com que a maioria de nós direta ou indiretamente passe por dificuldades das quais nós mesmo criamos. Tudo na vida pode ter seu tempo, sua hora, seu momento mas, diante de todas essas crenças dos destinos, ainda acho que somos o maior responsável pela relação que existe entre as grandezas da vida pouco observadas e quanto menos exercidas. “Quanto maior a quantidade do estudo, menor o tempo do resultado”. A força de vontade sem duvida alguma, é fruto de um resultado positivo para seu objetivo ou seja, não deixar morrer o sentimento, a atitude que mesmo nos dias de hoje, diante de tanta dificuldade, ainda existe em nossos corações. Não acho saudável deixar pra manhã o que eu posso fazer hoje. Naquele livro velho que está na sua estante esquecido, deve ter algum conteúdo, se não tudo, algo que você talvez nunca tenha visto ou ouvido falar. Pode parecer monótono mas é fato então, temos que lutar contra o inimigo que há dentro de nós mesmos. Diante desses fenômenos destruidores da humanidade onde na maioria das vezes, quem se destaca é a preguiça, esse é apenas 1 (um) exemplo das milhares de coisas que agente faz questão de achar que é obrigação dos outros. Vai precisar nascer alguém para ler o livro? Quem responderá por nós a não ser nós mesmos?  O mestre Lair Ribeiro costuma dizer que “Uma pequena diferença no desempenho dá uma grande diferença no resultado” fui…

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Rumo aos 10 anos

2 02UTC Outubro 02UTC 2009
A persistência muitas vezes vale a pena!

A persistência muitas vezes vale a pena!

Fundada em Santo Amaro no dia 17 de Julho de 2000 a comunidade do Samba da Vela vem mantendo acesa a chama do Samba até os dias de hoje. Com a intenção de purificar no cenário musical a imagem mal interpretada que ficou do nosso samba ao longo dos anos, decidimos criar uma roda de Samba na qual pudéssemos realçar a arte do morro de maneira que as pessoa se identificassem independente de sua classe social, racial etc… A principio era algo restrito somente a compositores. Nosso pânico até então era uma suposta rejeição do publico em geral e afinal de contas que eu me lembre bem não havia muita gente fazendo movimentos de tamanha grandeza e verdadeira extração popular “ Acho que esse tapa na cara ficou pra agente mesmo” Então como todo boi de piranha assim diz o nosso querido Wilson das Neves agente foi na frente e se não todos quase todos tiveram certeza de que não resistiríamos aos dentes afiados das meninas mas, a coisa não foi bem assim. “ Um bom cortador de madeiras tem que saber amolar o machado” A única certeza era de que tudo aquilo poderia dar errado mas também não foi o caso! pelo contrário, deu tão certo que agente começou a incomodar logo cedo. Com a dificuldade que a comunidade enfrentara com a falta de lugar para que se realizasse o samba todas as segundas feiras, caiu do céu o convite do seu Adelino a recomeçar os trabalhos na Casa de Cultura de Santo Amaro, dai veio a frase “ O convite do seu Adelino não foi em vão culturalmente o povo cravou essa consagração teve gente que não quis” Mais uma vez Magno Sousá não havia se enganado com as palavras afinal teve muita gente que não quis mesmo! mas, para o bem geral da nação, aceitamos o convite. Ao chegarmos na Casa de Cultura a primeira coisa a ser contestada foi a não permissão de bebidas alcoólicas no estabelecimento que mais tarde nos rendeu a visita frequente de crianças na comunidade e muitas vezes famílias inteiras. O tal embranquecimento que muitos dizem por ai acabou ficando por conta daqueles que gostavam de beber um bocado pra criarem coragem de falar mal da vida dos outros mas não demorou muito pra raparem fora pois no silêncio absoluto poucos tem voz e peito pra dizer a realidade dos fatos por isso que alguns de nós são odiados até hoje simplesmente por terem tido a atitude insistente de pedir silêncio para que ouvíssemos com profunda atenção a obra ali apresentada. Quero dizer: Boas ou não, temos certeza que desde então todas as composições foram exclusiva e atentamente ouvidas! Assim muitos vieram e ficaram, Alguns se perderam no caminho, muitos entenderam mas muitos outros não e outros simplesmente não aguentaram a pressão, outros fundaram outra comunidade, Alguns se casaram e assim foi e assim vai e agente entende… isso faz parte! Mas, se nem todos tiram um bom proveito dessa história talvez tenha sido porque não lembraram que a dificuldade é única passagem para o sucesso e que o trabalho é duro mas, alguém tem que fazer nem que isso não seja de nosso uso e sim do uso dos que ainda virão. Salve o Samba da Vela, Salve as Crianças e Salve o povo Brasileiro.

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Para sempre irmãos

19 19UTC Setembro 19UTC 2009

Corpo, Alma e CoraçãoForam momentos muito difíceis mas, a satisfação de estarmos juntos superava qualquer dificuldade. Eu me sentia seguro o tempo todo. Quando ele não tinha resposta pra tudo, tinha a facilidade de desvendar os caminhos para uma solução, mente rápida! Algumas improvisadas, porém, a maioria de suas decisões eram sempre muito certeiras. O rapaz não se dava o luxo de errar. Falo da pessoa que mais me deu forças para superar até hoje todas as barreiras, lacunas e qualquer dificuldade que seja na vida, Magnu Sousá. Com ele aprendi a respeitar e ser respeitado, com ele aprendi a não temer o impossível, com ele aprendi a viver. Hoje, homem formado que sou, com opiniões, gostos, decisões próprias, não êxito em dizer que a maior parte de minhas boas intenções e iniciativas partem de seus princípios ensinados a mim, certamente, uma visão fascinantemente futurista. “Tomei o poder de criar uma palavra” desculpem-me. E assim tornei-me um homem de expressão nacional. A perda que sofremos, nossa mãe, até hoje é considerada a maior de todas, diante disso, não podia ser diferente a mudança drástica ocorrida desde então. Fomos viver na casa de alguns parentes a quem devemos muita coisa, especialmente, Tia Terezinha e Tio Bertílio, que contribuíram muito para nossa formação e educação. Mais tarde, por problemas de saúde que vivera a nossa tia, tivemos que mudar de sua casa, indo viver na casa de outros parentes que de errada ou certa forma tinham pensamentos e maneiras diferentes de conduzir as coisas, tanto que, não passou muito tempo e fomos viver num colégio interno, em Barueri,SP. Ele, Magno Sousá não foi, pois já tinha treze anos, idade não permitida para o internato mas eu nossa irmã Mirella, não escapamos dessa. A cena de nossa despedida foi algo assim cinematográfico. Um abraço forte e sofrido de três irmão juntos, um sofrimento agudo carregado de angustia e insegurança, uma mistura de medo e de tristeza. Finda o abraço, todos com os olhos rasos d’água, se deu um último adeus e ele se foi. Numa certa distancia um pouco antes de virar a esquina e sumir de nossas vistas, olha pra trás e acena e num gesto de muita dor e sofrimento, desaba a chorar e acontece o mesmo com agente, eu e Mirella. Algo que nos marcou por toda vida. As visitas eram todos os primeiros domingos do mês. Os parentes dos internos, não podiam levar dinheiro nem doces para as crianças. Na segunda visita ele nos trouxe um brinquedo colorido feito a mão, com folha de pipa e palito de sorvete que mudava de figura a cada chacoalhada que agente dava. Era realmente um negócio muito legal, que parou o colégio. Lembro-me como se fosse hoje. E ao olhar bem dentro dos meus olhos, entregou-me mais dois objetos e disse: – Para sair desse lugar você só vai precisar disso. Abriu minhas mãos e as fechou, entregando-me um lápis e uma borracha. Aquilo fez-me entender que de todas as coisas que já recebi na vida, nenhuma teve tamanha importância. Aquilo fez-me ser o que sou, amado por uns talvez odiado por outros, mas, enfim realizado por saber que tenho um irmão de verdade. Obrigado meu Irmão, Obrigado meu Deus. Salve Magnu Sousá. Eu te amo. Maurilio de Oliveira, 31 de agosto de 2009.