Arquivo do mês: agosto 2011

Depressão

Quantas pessoas escancaram um sorriso, mas no fundo estão chorando
Quantas delas demonstram alegria, mas no fundo estão tão tristes
Quantas vezes no meio de tantos se sentem sozinhas
Quantas vezes ao meio de tudo, não encontram nada
São pessoas sem estímulo e escravas da lamúria
São pessoas sem fascínio, são pessoas sem prazer
Que as vezes têm de tudo mas não acham graça em nada
Que as vezes não têm não tem nada e passam a ter menos ainda
Inquietas, escondidas, mal-amadas e mal resolvidas
Quantas dessas esvaíram, quantas dessas se salvaram?
Será que tinha gente lá, alguém ali para ajudar?
Será que acharam uma saída ou se afogaram em suas próprias frustrações?
Onde se cura uma alma doente? Onde se alegra uma alma sofrida?
Como trazer de volta um espírito? Como enxugar essas lágrimas doidas?
No entanto a alma cede. A mente cede, o corpo cede e tudo para
Aumenta a culpa, aumenta o medo, principalmente de amolar entes queridos com “essas bobagens”.
É ai que tudo se transforma num segredo
É ai que tudo se transforma num degredo

E é assim que tudo se transforma em depressão.


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