Arquivo do mês: janeiro 2012

Remanescências do amor

No amor existem muitos sentimentos. A meu ver é uma bela composição de vários ao mesmo tempo. Sentimentos que determinam o tempo, o contato, o conhecimento, o momento, a ocasião, o acaso, a paixão, a entrega, a saudade, as desilusões e o equilíbrio. Também é resíduo do amor, os sentimentos de culpa e de sofreguidão. Conflitos internos, dificuldades mas não deixa de ser sentimento bom por isso. O amor igual a matéria, também luta contra si próprio em muitas coisas. É  bondoso. Sua bondade absoluta faz com que entes que fazem parte da sua existência, inevitavelmente, sintam se a altura de sua soberania, basicamente se intitulam. Mas o pai dos sentimentos nunca perde a majestade e continua sempre com a sua velha humildade de gigante, lubrificando a vida e a passagem de um plano a outro até mesmo aos que não o merecem. Brota desse divino sentimento, desenhado e lapidado pelas mãos e as graças do divino todo-poderoso, o verdadeiro sentido das coisas e o mais preciso rumo no qual elas devem verdadeiramente seguir. Ora o silencio fala, ora o olhar se cala, ora o sorriso não vem. Isso também é força da sua remanescência. Enfim, enquanto esse sentimento primoroso, mesmo que seja em menor quantidade ou mesmo que não seja mais tão notado por alguns, existir, uma ponta de esperança sempre reinará em nossos corações e o mundo em que vivemos nunca será entregue de bandeja nas mãos de quem é contra ou destrói as criações divinas.


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