Confuso 

Não posso ser responsabilizado por um processo histórico construído pela massa. De tudo que tenho, vejo ou ganho, quase nada ainda não existia quando eu nasci… Muito embora eu tenha a loucura ideológica de tentar mudar parte de minha realidade dando o melhor de mim, ainda assim estou subordinado a aceitar dogmas e paradigmas da sociedade em geral ou seja, lutar contra um inimigo dez mil vezes maior que eu. Além de combater os leões de cada dia sou também obrigado a enfrentar com unhas e dentes o antagonismo popular, a divisão de pessoas onde ninguém de fato tem uma definição do que realmente é viver ou o que devemos prestar à vida. Será que estamos sendo resistentes ao que de fato deveríamos ser? Será que o mundo é do mal e o bem insiste em querer tomar de assalto? Digo isso porque se analisarmos friamente a nós mesmos notaremos que estamos errados o tempo todo diante das pessoas ou da vida. Atmosfera do erro que só existe a partir da existência de dois ou mais seres humanos numa mesma situação. Imaginemos milhões. Milhões de evangélicos rejeitando, odiando ou perseguindo gays, milhões de brancos repudiando, excluindo ou descriminando negros. Guerras civis induzidas porém não declaradas. Lugar onde o único e exclusivo medo é de ser atingido e atacar chega a ser até um ato prazer para muitos. Não estou desistindo, mas sim apenas analisando. Não serei capaz de estourar miolos em defesa de uma ideia maluca que eu não tive sendo que ao chegar aqui nesse mundo, nesse plano quase tudo que vejo já existia. Posso tentar com minhas influências e crenças moldar a mim mesmo e tentar salvar como espelho o maior número de pessoas que eu puder dessa guerra fria de ideologia hipócrita, mas ainda assim fica uma pergunta no ar: Onde estou mais certo ou mais errado que outrem? Sinceramente não sei. Muito confuso! 


Mamãe… mamãe… mamães

Quando eu jogava futebol aos sete anos de idade, algumas vezes pouco antes de começarmos o treino, nosso professor Cabral pedia que cantássemos uma cantiga histórica que eu particularmente adorava. Chego encher os olhos e o peito com essa lembrança. Eu não sabia ao certo qual era a intenção dele mas percebo hoje depois de crescido que aquilo era uma luz que ele nos dava de sempre lembrarmos daquela pessoa responsável por estarmos ali naquela hora nos preparando não só para treinar o jogo do futebol mas também o jogo da vida. Aquela que dava a vida por nós… nossas mães. Todos cantávamos. “mamãe… mamãe… mamãe… /eu te lembro o chinelo na mão /avental todo sujo de ovo/ se eu pudesse queria outra vez mamãe começar tudo /tudo de novo”. Essa música mexe com minha alma até hoje e me faz lembrar várias cenas de minha mãe. Quando não indo trabalhar, nos dando banho. Quando não nos arrumando pra sair, orando. Quando não sofrendo por muitas coisas que passamos, buscando soluções. Era incansável. Temos a quem puxar! Seu padecimento ainda é lacuna em nosso chão. Sua presença é plenamente sentida e a dor de não poder tocá-la é constante. Por mais que tenha passando o tempo sinto que aquela criança ainda não cresceu. Parece até que ficou presa naquele tempo e dentro daquela casa pequena, vazia e sem o menor sentido. Depois daquilo todas as casas ficaram iguais. Sentimento que não nos gera dúvidas de que missão é para ser cumprida e nossa mãe cumpriu a dela. Hoje independente da lamúria que habita em nossos corações por sua perda ou não, somos homens dignos de confiança a nossos amigos e familiares porque com ela aprendemos a ser gratos. Aprendemos que o amor não é coisa que se cobra e sim coisa que se dá. É dando amor que se recebe amor e é por isso que ela sempre terá nosso mais puro e verdadeiro amor. Pois ela nos ensinou muito bem a fazer isso! Feliz dia das mães.


Uníssonos?

Se nem Deus brinca com a vida dos outros, quem somos nós para brincarmos? Devemos respeitar a tudo e a todos. Devemos entender que tudo está a baixo ou à cima de algo, alguém ou seja, nunca existirá nada e ninguém melhor ao outro. Nem sempre a força deve ser forte à presença do fraco que muita vez chega a ser até mais impactante quando firme. É como segurar no braço de uma criança ao atravessar a rua. Soa fraco, firme e forte. O Fraco é primordial! A ponto de ser injusto o seu desmerecer por ser fraco como se fraco, desuso e medíocre fossem tudo a mesma coisa. Desdenham o fraco simplesmente como fraco, como se não passasse de fraco, como se fosse obrigação de ser forte o fraco. Enganam-se! Não há de ser porque o forte já é forte na essência. Desejar que um seja o outro é um insulto à natureza…Ou uma bela falta de coerência com a mesma. Então se você se julga forte diante de mim, dele, deles ou de nós todos, saiba que somos a veia dorsal da sua sobrevivência. Porque um jamais sobrevive sem o outro. Os opostos não se atraem porque caminham juntos aprisionados um ao outro. Os semelhantes não se misturam, apenas se atraem entre si e não sentem mais ou melhores que os outros porque não há outros. O atrito dos opostos que é o calor do mundo, o tempero da salada, o vulcão universo, o bater de asas de uma borboleta ao vento, o salmão se avermelhando na água em contra corrente, a inspiração, a válvula de tudo que se cria e crê. Então, “não reclame dos seus opostos antes de observar suas funções no ciclo natural da vida”. Se fôssemos apenas semelhantes, os caminhos da vida só teriam uma única cor, um único sentido, um único caminho onde o viver e o morrer seriam uníssonos.


Recrie…

Suas ideias são sempre fruto de algo que você viu, ouviu ou sentiu. O que parte de si mesmo já é uma variação continua de algo que já existia e foi captado por você. Não importa a origem, não importa o conceito. Sempre que uma inspiração vem, automaticamente importamos para dentro dela vários elementos os quais já nos referimos de alguma forma. Nos inserimos a todo instante em alguma situação alheia mesmo involuntariamente. Acontece que num mundo paradoxal de mudanças constantes igual a este, mal conseguimos de fato nos localizar num todo e em tudo. Mas sempre temos uma base, um chão, um começo. A única opção que nos resta diante de tanta diversidade é recriarmos. Podemos ser o passado no presente ou o presente no passado ou até mesmo o futuro imaginário. Podemos voltar a dois dias e fingirmos que hoje foi uma premunição. Ao olharmos para trás muitas vezes nos culpamos por estarmos repetindo coisas que já foram feitas antes, bobagem. A melhor coisa é lembrarmos de que temos o futuro para variarmos e brincarmos com o que existe sem ferir a integridade do mesmo. Apenas dando um pequeno toque do que é novo, indiretamente. Velho mas novo, antigo porém atual. Algo X misturado a Y. Basicamente uma mistura de tudo um pouco. Sem exagero, na medida. Brincando com as coisas boas sem estragá-las. Entendendo que cada um tem seu gosto, direito de ir e vir. Cada um pode criar e recriar suas ideias e inspirações de maneira particular, à sua maneira. Se não lhe servir não encare como algo que lhe faça mal porque não faz. Não há nada mais poderoso que sua mente positiva para fazer-lhe enxergar que tudo é válido e só depende do ponto de vista. Ninguém é o obrigado viver no mundo de outrem e tudo que nossos olhos, ouvidos e sentimentos alcançam na vida nos serve de lição para repetirmos ou continuarmos o que for bom sem aquele revólver na cabeça e sempre com Deus no comando!


Os números de 2014 – Que Honra! Feliz ano Novo…

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 39.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 14 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo


Amor, Paixão

O amor é aquela ternura

é um mar de prazer
Amor é a doce maneira
de enfraquecer a dor
É a força do ninho
que traz carinho pra fortalecer
Só o amor é capaz de aguentar
Sofrimentos contidos
Paixão é loucura, é desejo
Prazer, tentação, querer
É suor que passeia na constelação, sofrer
A Paixão é capaz de aceitar um desejo escondido
Amor faz a gente rever
os conceitos que um dia pode nos trazer carinho e ver
as coisas de um jeito mais certo de permanecer
A Paixão faz a gente perder a cabeça
e nos convencer que é lindo ver
que o amor nasce dela e que dela até pode morrer
Amor é pra a gente ser
Paixão é pra a gente estar
Paixão faz a gente ter
Amor tem amor pra dar

“Nós somos o que eles são”.

Eu sou o que você é, você é o que eu sou, eles são o que nós somos e nós somos o que eles são. Tudo que em mim os agrada ou não se sim, é parte deles e se não, também. Se for bom é parte dele e se não, também é. Não teríamos tamanha habilidade de identificarmos a nós mesmos nos outros. Eu sou o que você é, você é o que eu sou, eles são o que nós somos e nós somos o que eles são. Não seriamos capazes de criar algo além da imaginação com o propósito de brotar sensações as quais não fossem essas que temos diante da natureza então, que atire a primeira pedra quem nunca errou. A física, a gravidade, o ar, a terra, a água, o fogo são elementos naturais que cumprem desde sempre seus compromissos de nos darem vida. Cabe a nós a opção de criarmos uma mesma sintonia a serviço da mesma, ou seja, recriar de forma humana um novo processo copiando a mãe natureza que também nos copia mas com uma diferença. O  comprometimento. Eu sou o que você é, você é o que eu sou, eles são o que nós somos e nós somos o que eles são. Se a vida nos leva a termos visões parecidas de algo, porém com sensações diferentes diante delas é porque faz parte, tem que ser. Nossa missão é sintonizar buscando sincronizar o lado bom e ruim que em tudo há. Não temos o direito de dar final as coisas sem antes fazer um mínimo de esforço para ajustar primeiro no coração depois no resto separando parte por parte do garimpo e mesmo que a parte ruim for maior, com esforço e dedicação, de vento em poupa, conseguirmos inverter o jogo.  A mão de obra humana a serviço da vida, a serviço produtividade, a serviço do bem. Esta não pode ser cobrada. Esta deve ser oferecida como forma de agradecimento primeiro a deus. Afinal estamos falando de vida, de seres espirituais com a oportunidade de viverem uma experiência humana. Ao meu ver uma prisão da alma talvez por pecados cometidos em vidas passadas e a morte não passa de uma simples liberdade dessas limitações que aprendemos a conviver e baixar a bola reconhecendo que não somos nada diante da força divina e de toda sua sabedoria e poder.  Esta deve ser cultuada e repassada aos nossos sucessores com amor sem dizer um milhão de não’s a eles mas sim, dizer sim para a forma correta criando opções de hora, dia e momento certo. Eu sou o que você é, você é o que eu sou, eles são o que nós somos e nós somos o que eles são. Somos crianças, somos jovens, somos velhos, somos novos, somos arcaicos, exigentes, calmos, nervosos, impacientes, tranquilos, sãos e loucos. Se a essência do ser humano é o desejo, se tudo se resume em desejo tomara deus que este seja bom porque tudo que desejamos ser já somos e o que desejamos ter, já temos mas mentes duras de pouco perdão, desorganizados sentimental, material ou espiritualmente. Sempre uma dessas parte nos falta. Deixamos muitos de nossos ciclos em aberto e ainda nos damos o direito de abrir outros que não passam de problemas que não tínhamos e pior, culpamos os outros quando nossa opção foi precipitada. Nos falta a disposição de estudarmos fórmulas de sintonia em nossos objetivos. Creio que uma boa conversa ou varias até ajustar antes de executar é o segredo. Eu sou o que você é, você é o que eu sou, eles são o que nós somos e nós somos o que eles são. Humildade é confundida com pobreza. Pobreza é confundida com falta de dinheiro e a vida segue mais ou menos assim: Quando eu… Quando eu… Nunca anda. Eu busco no que sou a energia para o que desejo ser. Do outro eu tiro exemplos e incito em mim dele, o lado bom que ambos temos em comum porém manifesta mais naquele que almeja coisas boas e importantes. Ninguém é perfeito nem melhor do que ninguém. Onde você é mestre, eu sou leigo. Onde você é leigo, eu sou mestre. Onde eles são nós não somos e vice-versa e tudo se resume em aceitação e respeito. Quem não sente frio, sede, fome, sono, medos, coragem, cansaço, necessidades fisiológicas? Quem não ama, não sente saudade, paixão, tesão, quem não sonha ou não ouve música? Não importa a hora. Cada um reage a essas sensações a sua maneira. Somente a educação pode interferir de alguma forma em nosso comportamento diante de tantas sensações. Deus criou o bom senso para que possamos dominá-las e usá-las a nosso favor. O bom coração, a boa vontade e as boas intenções ainda alcançam as forças de nossos hábitos e a forte influência a qual sofremos em nossa educação. O exercício é aprendermos a aplicar tudo isso na vida ensina e só os fortes resistem e nunca desistem desse prumo. Sempre lembrando que ninguém é perfeito, onipotente e alto suficiente. Eu sou o que você é, você é o que eu sou, eles são o que nós somos e nós somos o que eles são. A terra, as plantas, o ar, a água, o fogo são  desde sempre nos honram com seus hábitos de nos alimentar. Devemos usar essa família natural como exemplo. Todos juntos com o simples propósito de atenderem a todos nós serem viventes desse plano. Entre nós sempre existe um deles, entre eles sempre existe um de nós. Haverá sempre algo de alguém em você sempre algo de você em alguém pelo sumidouro do espelho da vida. Semelhantes se atraem. Água nasce na fonte e morre no rio, todo ser humano volta para terra então, não há certo nem errado. Não há velho nem novo, nem bonito nem feio. Evite julgar alguém que esse alguém é você de outro jeito e todo o resto é mera ilusão da ótica.

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