Bons Frutos

Ser bom filho é consequentemente ser bom pai. Ouvi de meu pai que sou bom filho e ouvi de minhas filhas que sou bom pai. Aprendi com meus pais que nunca devemos roubar nada de ninguém. Aquilo que de fato nos pertence estará sempre guardado. Nada de pressa nem inveja. Toda determinação tem sua recompensa e mesmo que não absoluta, ao menos certa. Dignidade é semente que se planta e não se perder raiz. É luz que se acende e jamais se apaga. De tudo que aprendemos nada foi passado sem amor. Engraçado é que em boa parte da vida por falta de entendimento achei que fomos abandonados por nosso pai, mas meu engano dissipou no momento em que percebi que a presença dele e de minha mãe estava no meu subconsciente e que eu apenas precisava de maturidade para compreender. Hoje seguro de mim e proveniente de certa experiência concebida em minha própria caminhada, de olhos atentos venho extraindo da vida tudo aquilo que de certa forma facilita minhas boas intenções em todos os sentidos diante dela porque também aprendi com eles que ser honesto é algo muito difícil porém, necessário para que não passemos pela pior das dores e dificuldades que é conviver com a falta de honestidade. Ser verdadeiro e justo é legado de meus decendentes e gradecer para mim é o mínimo. As filhas que tenho são as presentes recompensas de minha vida porque sinto nelas toda a garantia de um futuro promissor por serem elas pessoas de bem, sem malícias ou vaidade, pessoas dignas de respeito e amor. Por serem elas a razão pela a qual deixei de me entregar para coisas supérfluas, sem valor e sem conteúdo. Com elas aprendi e aprendo coisas que nem meus país e nem a vida me ensinaram. Com elas aprendo amar e a ser amado, a ser pai e a ser filho. A entender o amor de meus país por mim e automaticamente meu amor por elas e por eles. Sensação que não compra e nem se conquista com objetos, comemorações ou até mesmo presença física. Isso é coisa que se conquista com o mais puro e verdadeiro amor. A minha fé inabalável trouxe-me até aqui e me levará  cada vez mais adiante porque tenho intenções de luz e faço questão de levar os meus comigo trilhando, respeitando e glorificando os caminhos de Deus. Obrigado Senhor! 


“Prisoes sem grades e sem muros”

Falar mal dos outros enfraquece qualquer movimento. Meu sonho era ver as pessoas usando seus talentos de falar ou escrever, na criação de novas propostas dando vida às próprias ideias. Pessoas idealizando uma forma mais real e mais concreta daquilo que pretende passar ao próximo se é que pretende. Momento ótimo para libertarmos a nós mesmos e aos outros, momento propício para a fluência das inspirações. O mundo é livre e evolui a todo instante. É tempo de pensarmos no quão contraditório é ser radical e ter uma televisão se quer ou até mesmo uma conta aberta em uma rede social dessas qualquer. A palavra rede por si só descreve a tamanha ignorância que grande parte das pessoas vêm tendo quando se propõem a criticar certas mudanças que a vida enfrenta de forma mais que natural, participando delas. No mundo tudo muda, tudo evolui, tudo se renova. Não podemos fazer vista grossa para as coisas que ganharam nova é melhor forma. Os carros melhoram, as máquinas melhoram. Se tudo isso melhora, qual o problema de melhorarmos e renovarmos nosso espírito atraindo para nós mesmos o hábito de agradecer a inteligência do homem de misturar coisas boas com coisa melhores e obter coisas ótimas?  Não devemos insistir em ser aquela fruta podre que estraga as demais. Temos que aproveitar nosso poder de persuasão de maneira benigna. Nada de tentarmos convencer as outras pessoas de serem iguais a nós e interferirmos na criação das mesmas. As melhores ideias muitas vezes vem de um não saber popular servidos de utilidades até para acadêmicos e eruditos. São inteligências intuitivas proeminentes de todo ser humano e que podem muito bem serem aproveitadas e passadas de várias maneiras , não importa quais desde de que sejam proveitosas a alguém que precisa delas. Temos que eliminar o quanto antes essas prisões sem grades e muros que criamos em nossas mentes com relação as coisas e ao próximo. Isso nos leva ao caos. Joguemos nossas fórmulas de sucesso para o universo. Ele automaticamente conspira a favor e se encarrega de tocar a quem realmente necessita.


“O verdadeiro amigo”

A quem pense que bom amigo é aquela que nos apoia em tudo que fazemos, engana-se. O verdadeiro amigo é aquele que nos põe justiça na mente. O verdadeiro amigo nos ouve com atenção e jamais nos abandona mesmo estando errados e ainda assim, não compra nossa briga sem analisar os fatos. O verdadeiro amigo nos defende porque nos ama e as vezes nos permite errar para que aprendamos a lidar e aproveita da situação para chama a nossa atenção para nossa contribuição na conseqüência de um erro cometido. Para a tristeza e discórdias muitos é fato de que o verdadeiro amigo passa a ser nosso maior juiz depois de nós mesmos e até o próprio erro chega a ser um dos melhores porque nos ensina o tempo inteiro a aprendemos com ele. O verdadeiro amigo nos conhece no olhar e chega a adivinhar até o que estamos pensando. O verdadeiro amigo convive com nossos defeitos, mas não admite que os mesmos cheguem aos outros principalmente se for internacionalmente. O verdadeiro amigo nos coloca em nosso lugar, não tem papas na língua ao falar, nos protege, mas é justo. É importante admitirmos se estivermos errados, essa é a melhor forma de atrairmos pessoas boas, verdadeiras. Não sendo sinceros a nós mesmos jamais encontraremos pessoas sinceras a nós. Extraímos das pessoas em nossa intenção, tudo aquilo que habita em nós. Se temos raiva, atraímos raiva, se for perdão, atraímos perdão, se for amor, atraímos amor e se não for nada, não atraímos nada e a natureza se encarrega. O verdadeiro amigo a gente molda, a gente cria, a gente define com a nossa índole e personalidade. O verdadeiro amigo sempre nos dá mil opções de acertar e só nos permite errar porque é humano pois bem sabe que ninguém é perfeito, mas não nos deixa insistir no erro. O verdadeiro amigo não precisa estar fisicamente perto o tempo todo, nos basta a verdade dele, os bons exemplos dele, o bom comportamento dele. Tudo isso nos ensina a sermos grandes e verdadeiros amigos também. Ser amigo já é nobre e ser verdadeiro é estar por inteiro. Graças a Deus eu tenho amigos verdadeiros que me cobram, me emburrecem, me seguram, me enlouquecem, me criticam, me desarmam, nunca me entristecem, nunca me magoam porque são realistas. São poucos, mas são sempre verdadeiros. Obrigado meu Deus!


Confuso 

Não posso ser responsabilizado por um processo histórico construído pela massa. De tudo que tenho, vejo ou ganho, quase nada ainda não existia quando eu nasci… Muito embora eu tenha a loucura ideológica de tentar mudar parte de minha realidade dando o melhor de mim, ainda assim estou subordinado a aceitar dogmas e paradigmas da sociedade em geral ou seja, lutar contra um inimigo dez mil vezes maior que eu. Além de combater os leões de cada dia sou também obrigado a enfrentar com unhas e dentes o antagonismo popular, a divisão de pessoas onde ninguém de fato tem uma definição do que realmente é viver ou o que devemos prestar à vida. Será que estamos sendo resistentes ao que de fato deveríamos ser? Será que o mundo é do mal e o bem insiste em querer tomar de assalto? Digo isso porque se analisarmos friamente a nós mesmos notaremos que estamos errados o tempo todo diante das pessoas ou da vida. Atmosfera do erro que só existe a partir da existência de dois ou mais seres humanos numa mesma situação. Imaginemos milhões. Milhões de evangélicos rejeitando, odiando ou perseguindo gays, milhões de brancos repudiando, excluindo ou descriminando negros. Guerras civis induzidas porém não declaradas. Lugar onde o único e exclusivo medo é de ser atingido e atacar chega a ser até um ato prazer para muitos. Não estou desistindo, mas sim apenas analisando. Não serei capaz de estourar miolos em defesa de uma ideia maluca que eu não tive sendo que ao chegar aqui nesse mundo, nesse plano quase tudo que vejo já existia. Posso tentar com minhas influências e crenças moldar a mim mesmo e tentar salvar como espelho o maior número de pessoas que eu puder dessa guerra fria de ideologia hipócrita, mas ainda assim fica uma pergunta no ar: Onde estou mais certo ou mais errado que outrem? Sinceramente não sei. Muito confuso!


Mamãe… mamãe… mamães

Quando eu jogava futebol aos sete anos de idade, algumas vezes pouco antes de começarmos o treino, nosso professor Cabral pedia que cantássemos uma cantiga histórica que eu particularmente adorava. Chego encher os olhos e o peito com essa lembrança. Eu não sabia ao certo qual era a intenção dele mas percebo hoje depois de crescido que aquilo era uma luz que ele nos dava de sempre lembrarmos daquela pessoa responsável por estarmos ali naquela hora nos preparando não só para treinar o jogo do futebol mas também o jogo da vida. Aquela que dava a vida por nós… nossas mães. Todos cantávamos. “mamãe… mamãe… mamãe… /eu te lembro o chinelo na mão /avental todo sujo de ovo/ se eu pudesse queria outra vez mamãe começar tudo /tudo de novo”. Essa música mexe com minha alma até hoje e me faz lembrar várias cenas de minha mãe. Quando não indo trabalhar, nos dando banho. Quando não nos arrumando pra sair, orando. Quando não sofrendo por muitas coisas que passamos, buscando soluções. Era incansável. Temos a quem puxar! Seu padecimento ainda é lacuna em nosso chão. Sua presença é plenamente sentida e a dor de não poder tocá-la é constante. Por mais que tenha passando o tempo sinto que aquela criança ainda não cresceu. Parece até que ficou presa naquele tempo e dentro daquela casa pequena, vazia e sem o menor sentido. Depois daquilo todas as casas ficaram iguais. Sentimento que não nos gera dúvidas de que missão é para ser cumprida e nossa mãe cumpriu a dela. Hoje independente da lamúria que habita em nossos corações por sua perda ou não, somos homens dignos de confiança a nossos amigos e familiares porque com ela aprendemos a ser gratos. Aprendemos que o amor não é coisa que se cobra e sim coisa que se dá. É dando amor que se recebe amor e é por isso que ela sempre terá nosso mais puro e verdadeiro amor. Pois ela nos ensinou muito bem a fazer isso! Feliz dia das mães.


Uníssonos?

Se nem Deus brinca com a vida dos outros, quem somos nós para brincarmos? Devemos respeitar a tudo e a todos. Devemos entender que tudo está a baixo ou à cima de algo, alguém ou seja, nunca existirá nada e ninguém melhor ao outro. Nem sempre a força deve ser forte à presença do fraco que muita vez chega a ser até mais impactante quando firme. É como segurar no braço de uma criança ao atravessar a rua. Soa fraco, firme e forte. O Fraco é primordial! A ponto de ser injusto o seu desmerecer por ser fraco como se fraco, desuso e medíocre fossem tudo a mesma coisa. Desdenham o fraco simplesmente como fraco, como se não passasse de fraco, como se fosse obrigação de ser forte o fraco. Enganam-se! Não há de ser porque o forte já é forte na essência. Desejar que um seja o outro é um insulto à natureza…Ou uma bela falta de coerência com a mesma. Então se você se julga forte diante de mim, dele, deles ou de nós todos, saiba que somos a veia dorsal da sua sobrevivência. Porque um jamais sobrevive sem o outro. Os opostos não se atraem porque caminham juntos aprisionados um ao outro. Os semelhantes não se misturam, apenas se atraem entre si e não sentem mais ou melhores que os outros porque não há outros. O atrito dos opostos que é o calor do mundo, o tempero da salada, o vulcão universo, o bater de asas de uma borboleta ao vento, o salmão se avermelhando na água em contra corrente, a inspiração, a válvula de tudo que se cria e crê. Então, “não reclame dos seus opostos antes de observar suas funções no ciclo natural da vida”. Se fôssemos apenas semelhantes, os caminhos da vida só teriam uma única cor, um único sentido, um único caminho onde o viver e o morrer seriam uníssonos.


Recrie…

Suas ideias são sempre fruto de algo que você viu, ouviu ou sentiu. O que parte de si mesmo já é uma variação continua de algo que já existia e foi captado por você. Não importa a origem, não importa o conceito. Sempre que uma inspiração vem, automaticamente importamos para dentro dela vários elementos os quais já nos referimos de alguma forma. Nos inserimos a todo instante em alguma situação alheia mesmo involuntariamente. Acontece que num mundo paradoxal de mudanças constantes igual a este, mal conseguimos de fato nos localizar num todo e em tudo. Mas sempre temos uma base, um chão, um começo. A única opção que nos resta diante de tanta diversidade é recriarmos. Podemos ser o passado no presente ou o presente no passado ou até mesmo o futuro imaginário. Podemos voltar a dois dias e fingirmos que hoje foi uma premunição. Ao olharmos para trás muitas vezes nos culpamos por estarmos repetindo coisas que já foram feitas antes, bobagem. A melhor coisa é lembrarmos de que temos o futuro para variarmos e brincarmos com o que existe sem ferir a integridade do mesmo. Apenas dando um pequeno toque do que é novo, indiretamente. Velho mas novo, antigo porém atual. Algo X misturado a Y. Basicamente uma mistura de tudo um pouco. Sem exagero, na medida. Brincando com as coisas boas sem estragá-las. Entendendo que cada um tem seu gosto, direito de ir e vir. Cada um pode criar e recriar suas ideias e inspirações de maneira particular, à sua maneira. Se não lhe servir não encare como algo que lhe faça mal porque não faz. Não há nada mais poderoso que sua mente positiva para fazer-lhe enxergar que tudo é válido e só depende do ponto de vista. Ninguém é o obrigado viver no mundo de outrem e tudo que nossos olhos, ouvidos e sentimentos alcançam na vida nos serve de lição para repetirmos ou continuarmos o que for bom sem aquele revólver na cabeça e sempre com Deus no comando!


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